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Com esse título estamos divulgando, para os que não estão muito familiarizados com o assunto, uma série de informações dentro das tecnologias nucleares para o progresso e bem estar da humanidade. Lixo nuclear pode ajudar na cura do CÂNCER Fonte: Noticiário via Internet de OAK RIDGE, Tenn. (AP) "Sunday July 30 12:00 PM ET" "Nuclear Waste May Help Cancer". Descartados em depósitos de lixo atômico por mais de 40 anos em repositórios no Oak Ridge National Laboratory, os resíduos de armas nucleares podem ser a chave para uma nova e promissora terapia para pacientes de câncer. O inventário de urânio 233 de 11,5 ton. do Laboratório, até agora considerado como rejeito, é a única fonte dos EEUU imediatamente disponível de um isótopo poderoso capaz de matar as células de leucemia sem atingir as células sadias. Jim Rushton, gerente do programa no Laboratório afirma que - "É uma espécie de torpedo que pode ser disparado diretamente para a célula cancerosa". Os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova York estão desenvolvendo a "imunoterapia por partículas alfa" e ano passado completaram os testes iniciais em humanos. O isótopo bismuto-213 foi incorporado a um anticorpo preparado para transportar o isótopo emissor-alfa para o câncer. Os testes consistiram em verificar se o tratamento provocava mais malefícios que benefícios nos pacientes portadores de leucemia mielóide aguda. Os resultados foram uma surpresa. Um dos pesquisadores, o Dr. Joseph Jurcic, constatou que a terapia revelou-se não apenas segura, mas as células de leucemia foram eliminadas do fluxo sanguíneo e reduzidas na medula óssea em 13 dos 18 pacientes que participaram. Ainda acrescentou que - "Nós realmente pensamos que o processo tem implicações importantes em todo o campo da oncologia, não somente para leucemia". Por enquanto, os pesquisadores não consideram a terapia com bismuto como substituta da quimioterapia ou da cirurgia. Pelo menos eles antevêem seu potencial como "uma limpeza residual das células cancerosas que ainda permanecem após os tratamentos convencionais". Este não é um desafio pequeno. Jurcic disse que somente 30% a 40% dos pacientes portadores de leucemia aguda são curados pela quimioterapia e acrescenta - "A maioria desses pacientes experimenta uma melhora com a quimioterapia, mas eles relaxam por causa dessas células residuais". No ano corrente, o Centro de pesquisas de Sloan-Kettering, sob o controle do National Cancer Institute, planeja iniciar uma segunda fase de testes com 35 a 40 pacientes para avaliar a eficácia da terapia. As pesquisas podem durar até 3 anos. O Dr. Jorge Carrasquillo, chefe do departamento de medicina nuclear do National Institutes of Health, afirma que - "A vantagem dos emissores alfa é que eles depositam uma grande quantidade de energia numa área muito reduzida do tecido". Acrescenta que - "O fato de se incorporar o bismuto a anticorpos que podem carregar a radiação diretamente para as células anormais, é um tratamento inovador e o Sloan-Kettering está liderando o processo". Ainda admite o Dr. Carrasquillo que - "É claro que é muito cedo para garantir o desfecho final, mas certamente é uma estratégia que vale a pena ser perseguida". O problema é a obtenção de quantidades palpáveis de bismuto-213, um isótopo exótico com uma meia-vida de 46 min., o que o faz, por um lado, perfeito para ser injetado em pacientes uma vez que ele rapidamente se dissipa, mas por outro lado, é de difícil obtenção. O bismuto-213 pode ser obtido através de um processo denominado pelos físicos, de cadeia de decaimento do uranio-233. Num primeiro estágio da cadeia, extrai-se o tório-229, em seguida é obtido o actínio-225 e finalmente o bismuto é extraído do actínio. A procura pelo tório conduziu aos depósitos de uranio-233 em Oak Ridge. O Secretário de Energia americano concordou recentemente que seja duplicado o suprimento de bismuto-213 até 2002 para a pesquisa de Sloan-Kettering. Apenas 1% do bismuto-213 disponível tem sido recuperado de Oak Ridge. O total de bismuto-213 lá é infinitamente pequeno - tão pequeno que é medido pela sua radioatividade em vez de pelo seu peso. Uma quantidade considerada típica pelo Sloan-Kettering é literalmente um resquício de material que é ressecado no fundo de um cadinho. Rushton acrescenta que - "Parece que o cadinho está vazio". No entanto, os pesquisadores acreditam que haja bismuto-213 de alto poder em Oak Ridge para tratar até 100.000 pacientes portadores de câncer por ano. O uranio-233 de Oak Ridge foi feito nas plantas de produção de armas do governo americano, nos anos 50 e 60. Entretanto, nunca foi aplicado em bombas, mas em usinas nucleares comerciais. Rushton afirma que - "Naquela época, as fontes de urânio eram escassas e a geração de energia nuclear se apresentava como promissora. Mas a energia nuclear não cresceu tão rapidamente quanto os seus defensores diziam e todas as espécies de urânio foram obtidas fora dali. O preço caiu e a necessidade econômica para isto como combustível alternativo nunca foi adiante". Assim, o uranio-233, considerado mais perigoso que o urânio enriquecido para armas - que também está armazenado em Oak Ridge - permaneceu no complexo de laboratórios de Oak Ridge. Está custando US$15 milhões por ano para armazenar, e alguns peritos estimam que custará ainda mais para descartá-lo. Se a extração do bismuto não vai reduzir o volume de uranio-233, pelo menos ela terá justificado a manufatura de urânio. Rushton termina dizendo: "Nós gastamos um monte de dinheiro fabricando esse entulho. Se nós tivéssemos descartado tudo isso 10 anos atrás, não teríamos a opção de ir atrás do bismuto-213 hoje". |