
Vários amigos que
consultam a nossa página nos fazem perguntas e nos pedem informações
"URGENTES" para atenderem a uma prova ou a um relatório
de escola. Nem sempre temos a matéria
disponível de imediato para atender a essas urgências, mas
estamos sempre atentos para satisfazer de alguma forma
a curiosidade ou a necessidade do amigo apresentar resultados de sua pesquisa
sem passar pelo ridículo de uma resposta incompleta.
Foi pensando neste problema que resolvemos fazer uma lista simples,
mas honesta, de questões do tipo das que são mais requisitadas
nas consultas à
nossa página.
As informações que transmitimos são fornecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica em Viena, onde temos um Físico correspondente, além de contarmos também com um Engenheiro Nuclear pesquisador da Comissão Nacional de Energia Nuclear e um Historiador especializado em assuntos da área nuclear.
Os endereços dessas fontes não
são revelados em nossa página a pedido dos próprios
correspondentes, mas as consultas e matérias que desenvolvemos têm
origem em meus próprios conhecimentos como Engenheiro Nuclear que
sou e
nas consultas que retransmito aos meus correspondentes, sempre prontos
a me atenderem.
Nota: As fotos e animações aqui apresentadas são uma cortesia da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e foram extraidas de sua homepage <www.cnen.gov.br>
APLICAÇÕES NA AGRICULTURA
1 - Irradiação
de alimentos. É a emissão de
radioatividade de alguma fonte de radiação sobre alimentos
a serem consumidos diretamente ou preparados. É utilizada em frutas,
grãos e vegetais para prevenir o brotamento, retardar a maturação
e aumentar o tempo de conservação.
Os alimentos são submetidos a uma quantidade controlada de radiação
e, apesar dos efeitos sofridos, não ficam radioativos nem alteram
seu paladar.

2 - Traçadores
radioativos. Os traçadores radioativos permitem
estudar o metabolismo de plantas e o comportamento de insetos. Com
isso, podem ser empregadas técnicas para eliminação
de pragas por meio dos predadores naturais sem o uso de inseticidas.
Também é possível determinar a quantidade de agrotóxico
retida nos alimentos, além de identificar sua presença na
água, solo e atmosfera.
APLICAÇÕES NA MEDICINA
1 - Radioterapia. Consiste
na utilização de fontes de radiação para destruição
de tumores. Os tumores malignos são atingidos e destruidos
quando irradiados com feixes de radioatividade bem direcionados para se
evitar que células sadias sejam afetadas, livrando os pacientes
de sua presença indesejável.
2 - Radiofármacos. São elementos radioativos
utilizados com a finalidade de diagnóstico, terapia e pesquisa.
São usados para o acompanhamento terapêutico no
combate ao câncer e para análise de disfunções
neurológicas, cardiológicas e cerebrais.
Estes elementos, normalmente estáveis na natureza, são denominados
de radioisótopos, como por exemplo o iodo-131 que emite raios gama
e possui
uma vida radioativa relativamente curta no corpo do paciente.
Aproveitando esta característica, o paciente recebe uma solução
de iodo-131 que vai se localizar na glândula tireóide e em
seguida é examinado por um detetor que permite
observar como o elemento se comportou no organismo.

A figura mostra a imagem de uma glândula tireóide mapeada por um detetor de radiação. Em procedimento similar, pode-se fazer o mapeamento de outros órgãos como o fígado, o coração e o cérebro.
3 - Radioesterilização.
Técnica em que se aplica radiação sobre
produtos sanguíneos e outros tecidos humanos destinados a transplantes,
prevenindo possíveis rejeições.
Da mesma forma é usada para esterilização de válvulas
cardíacas, rejeitos biomédicos, dispositivos contraceptivos
intra-uterinos, preservativos masculinos
e outros produtos e materiais descartáveis como seringas, luvas
gazes, etc.

APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA
1 - Gamagrafia. É uma técnica semelhante a uma radiografia de peças metálicas ou de estruturas sólidas. Serve para verificar se há defeitos e rachaduras em peças e componentes de difícil acesso ou de muito peso para serem transportados a um laboratório de testes. Da mesma forma que no raio-X, uma fonte de radiação gama faz impressionar um filme posicionado por detraz da peça a ser radiografada, revelando a sua estrutura e eventuais anomalias.
2 - Energia. As usinas nucleares, explicadas em outro site desta página, são a melhor aplicação dessas técnicas na indústria, não só como fontes alternativas de energia elétrica, como também meios de moverem um número infinito de outras técnicas industriais diretas e indiretas.

APLICAÇÕES NO MEIO AMBIENTE
Proteção
ambiental. Utilizando-se algumas técnicas
nucleares pode-se avaliar a distribuição dos recursos hídricos,
a física e química dos solos e superfícies, os sedimentos
marinhos, a vegetação e sítios arqueológicos.
Os radioisótopos de que falamos acima, permitem acompanhar a trajetória
de poluentes na atmosfera, no mar, nos rios ou nos solos.

A figura mostra um teste
de rastreamento de poluentes em rios onde antes se usavam corantes às
vezes imperceptíveis a vista. Atualmente se usam radioisótopos
que são facilmente detetáveis por instrumentos medidores.
Dessa forma torna-se possível detetar-se danos ao meio ambiente
causados
por agentes poluidores.
Quanto a uma usina nuclear, em princípio ela não polui o
ambiente, a menos
que sofra um acidente e provoque vazamento de material radioativo (caso
de Chernobill). O
que polui o ambiente como consequência das atividades nucleares são
testes com armas atômicas e depósitos de regeitos radioativos
mal acondicionados.
RADIOATIVIDADE
O homem sempre conviveu
com a radioatividade. Na
superfície terrestre pode ser detetada a ocorrência de raios
cósmicos (provenientes de outros astros) e da radiação
solar ultravioleta.
Nas rochas encontramos elementos raioativos naturais como o urânio-238,
o urânio-235 e o radio-226, elementos que são encontrados
também em nosso sangue.
Até mesmo nos vegetais pode ser detetada radioatividade. A
batata, por exemplo, contém potássio-40 e as plantas em geral,
contêm carbono-14, que
é um isótopo que serve para medir idades muito antigas de
plantas.
Em geral os átomos são energeticamente estáveis na natureza, mas em alguns casos, os níveis de energia internos ao átomo são tão elevados que eles se desintegram emitindo partículas e ondas eletromagnéticas.

A figura mostra dois casos
em que de um lado, vemos um núcleo de átomo
estável e do outro um núcleo com excesso de energia radioativa
e que se desintegra, emitindo partículas alfa e beta além
de ondas eletromagnéticas em forma de radiação gama. As
partículas alfa e beta possuem massa, carga elétrica e velocidade.
A radiação gama são ondas eletromagnéticas
e não possuem massa.
Cada uma dessas radiações
pode ser absorvida por um determinado material.
Imaginemos uma fonte de radiação emitindo simultaneamente
alfa, beta e gama e 3 lâminas de diversos materiais dispostas para
elas atravessarem.

A partícula alfa é a que maior dano produz no tecido, pois é eletricamente carregada e tem peso; entretanto,ela pode ser barrada por uma simples folha de papel. Em seguida, uma lâmina de metal leve é capaz de absorver a partícula beta, mas pode deixar passar a radiação gama. Esta, por sua vez, pode ser barrada por uma fina lâmina de chumbo. Os raios-X, como são um tipo de radiação gama, são também barrados por lâminas de chumbo, motivo por que as blindagens para raios-X são definidas em espessuras equivalentes de chumbo.
A "vida radioativa"
dos elementos é medida por uma grandeza denominada de "meia-vida". Cada
elemento radioativo sofre uma transmutação na qual se transforma
em outro devido à perda de matéria de seu núcleo numa
escala de velocidade que lhe é característica. Meia-vida
é o tempo necessário para que a sua atividade radioativa
num determinado momento seja reduzida à metade da atividade no momento
anterior.
A cada período de meia-vida, apenas a metade dos átomos radioativos
originais permanecem radioativos. Alguns elementos
possuem meia-vida de frações de segundo enquanto que há
os elementos com meia-vida de bilhões de anos.
A estes últimos podemos dizer que são elementos praticamente
estáveis.
O iodo-131, por exemplo, possui meia-vida muito curta, permitindo um diagnóstico e um tratamento efetivo no paciente sem que este seja obrigado a mantê-lo em seu corpo emitindo radioatividade para células sadias.
APLICAÇÕES NA GUERRA
Infelizmente, o homem, como um dos animais predadores
da natureza, acaba usando as tecnologias nucleares para a destruição
de seu semelhante. Assim a bomba atômica que todos
conhecemos, os mísseis com ogivas nucleares e os navios atômicos
que podem ou não ter armamentos atômicos, dependendo de sua
finalidade. São atômicos porque sua propulsão
é feita por um reator nuclear que pruduz energia elétrica
e esta aciona os motores do navio. Vantagem: grande autonomia
para se ajustarem a condições de difícil reabastecimento
durante uma campanha em que não podem perder tempo. Mais especificamente,
os submarinos atômicos fazem uso desse tipo de propulsão e
assim nem precisam vir à tona (e servirem de alvo) para adquirirem
mais combustível. Como os acidentes acontecem
com qualquer veículo, aéreo, terrestre ou marítimo,
um acidente com uma embarcação dita atômica tem a agravante
de poder provocar o vazamento de materiais radioativos longe de sua base
em território alheio.
Recentemente o submarino atômico russo Kurtz mostrou um exemplo de
catástrofe provocando catástrofe, uma vez que sua tripulação
teve que encarar problemas de vazamentos indesejáveis. Mas
o fato de toda uma tripulação ficar condenada a morrer sem
ar num "esquife" submarino não é privilégio
de um submarino atômico, mas é uma fatalidade que poderia
ter atingido qualquer outro submarino. O Brasil, através
de uma Instituição da Marinha, está desenvolvendo
um submarino com propulsão nuclear para fins de defesa, porém,
sem fazer uso de armamentos nucleares.
Se estas informações resumidas forem suficientes para a sua curiosidade, tudo bem, mas se você quizer aprofundar a sua pesquisa, é só clicar no nosso LINK'S e consultar qualquer das fontes de informação disponíveis. Além desse recurso, estamos aguardando a sua consulta mais específica ou profunda para lhe dar a informação que estiver ao nosso alcance.